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Vivo nega tudo e ainda quer retirar conquistas do Acordo Coletivo

Vivo nega tudo e ainda quer retirar conquistas do Acordo Coletivo

Publicado: 02 Setembro, 2020 - 13h47

Escrito por: Federação Livre - Redação

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A Telefônica/Vivo está brincando de negociação salarial. O jogo é virtual e vem sendo disputado contra 30 mil espectadores, seus próprios trabalhadores e trabalhadoras.

O jogo funciona mais ou menos assim:
A equipe da empresa é composta de três jogadores, tipo aqueles zagueirões que cercam tudo na defesa e contra-atacam de forma a derrubar o inimigo na base do cartão vermelho. A outra equipe, representantes dos trabalhadores, é formada por seis atacantes habilidosos/as, que não caem nas armadilhas do time patronal. Driblam, trocam passes, mantém o controle.

A partida é a segunda a ser disputada e a equipe da Vivo chegou chegando, com muita disposição para acabar com alguma esperança dos espectadores. O entusiamo durou pouco, pois a equipe dos trabalhadores cresceu e não deixou a empresa marcar. 

A metáfora acima não é uma historinha. É o que vem acontecendo nas reuniões entre as comissões de Negociação da Federação Livre e da Operadora Vivo.

Nesta sexta-feira, 28/08, a empresa fez uma proposta de acordo coletivo que é só retrocesso. Por isso, de cara foi rechaçada pela comissão da Livre, que mantém o time reforçado para o próximo encontro, no dia 8 de setembro.

Reajustes

Zero % para salários e benefícios agora. Em setembro de 2021 a Vivo propõe dar um reajuste de somente 50%  do INPC/IBGE. E sem nenhuma compensação, seja por pagamento de abono como ela já fez em anos anteriores, ou outra forma para minimizar as perdas.

Carros Agregados

Acabar com o carro agregado. Os trabalhadores que hoje recebem um aluguel para trabalhar com o carro próprio vão perder essa renda, cerca de R$ 1.200,00, em plena crise econômica e pandemia.

Banco de Horas

Estender o tempo de compensação do Banco de Horas para 18 meses. Ou seja, o empregado  faz a hora extra e a empresa terá 18 meses para dar-lhe a folga ou pagar a hora trabalhada. Isso é um empréstimo da força de trabalho para a empresa. É tipo o trabalhador financiando a empresa, que cresce às custas do esforço dos seus “colaboradores”.

Adiantamento de PPR 

Zero de adiantamento. O empregado financia a empresa com o banco de horas, por meio da sua força de trabalho, contribuindo com os resultados da operadora, mas ela não te dá nada em troca.

Acabar com a homologação de rescisões contratuais nos sindicatos.

A empresa quer afastar o Sindicato dos trabalhadores. Isso significa que os sindicatos deixariam de prestar assistência aos trabalhadores na hora da demissão, que é quando mais precisam de proteção e atenção do sindicato.

13º salário

Acabar com qualquer antecipação do 13º salário e pagar conforme prevê a legislação: 50% em 30 de novembro e o restante em 20 de dezembro.

Teletrabalho

Quanto ao regramento do Teletrabalho a empresa informou que não tem, ainda, uma definição para adotar ou não do home office na pós-pandemia. Mas, diz que manterá o compromisso de abrir discussão com a Federação Livre, caso venha a adotar este modelo.

Não é não!

Ou seja, a proposta da Vivo beira o escárnio. Nem pode ser encarada como proposta, principalmente,  porque não oferece nada, mas, sim, retira conquistas do Acordo Coletivo.

A equipe dos trabalhadores disse para a empresa que não haverá acordo sem um proposta descente.

Explicando: tem que ter reajuste ou outra forma de compensação das perdas salariais e adiantamento de PPR. E no atual acordo coletivo não se mexe. O que tem hoje precisa e ser mantido até 2022. A empresa precisa apresentar, ainda, alguma garantia para a preservação dos postos de trabalho.

Mobilize-se!
Informe-se através dos sites e redes sociais dos sindicatos. Reforce o time dos trabalhadores.

A Comissão da Federação Livre na Vivo é composta pela Coordenadora Vânia (SinttelRio), Reginaldo Biluca (Sinttel-ES) Anchieta (Sinttel-PE) e Stela (Sinttel-CE). Participaram da reunião, para acompanhar o processo, o presidente da Livre, Luís Antônio Silva (SinttelRio) e o secretário de Comunicação da Livre, Nilson Hoffmann (Sinttel-ES).