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17° PLENÁRIA DA CUT/RO DEBATE OS DESAFIOS DO MOVIMENTO SINDICAL NO ESTADO

17° PLENÁRIA DA CUT/RO DEBATE OS DESAFIOS DO MOVIMENTO SINDICAL NO ESTADO DE RONDÔNIA

Publicado: 27 Agosto, 2021 - 16h29 | Última modificação: 27 Agosto, 2021 - 16h32

Escrito por: Assessoria CUT

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A 17° Plenária da CUT/RO iniciou-se com uma singela homenagem aos sindicalistas vítimas da CIVID-19. Ao longo dessa pandemia foram muitas e dolorosas perdas. A direção da CUT manifestou pêsames e solidariedade aos familiares e amigos que estão passando por este momento tão complexo.

 

A presidente da CUT/RO, Elzilene do Nascimento, anunciou a participação através de vídeo de Sérgio Nobre, presidente da CUT e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Sergio destacou a conjuntura de lutas e enfrentamento que a CUT está enfrentando, esclareceu que a plenária acontece em um momento desfavorável para os Trabalhadores e Trabalhadoras mas que a organização e formação são pilares para que se possa avançar na defesa da classe. Já Lula esclareceu a importância do movimento sindical para mudar a realidade de desmonte e destruição do Brasil, deixando claro que devemos dar uma resposta favorável aos trabalhadores, nas urnas em 2022.  

 

Os Sindicatos e Federações filiados à Central Única de Trabalhadores, a fim de contribuir nos debates da 17° Plenária, construíram 2 meses de diálogo para partilhar os principais desafios do movimento sindical no estado de Rondônia. Inicialmente Ariovaldo de Camargo-CUT, pontuou que diversas são os projetos de leis que tramitam em Brasília, com a finalidade de atacar os direitos do povo. PL que são chamadas de reformas, mas que na realidade só causam destruição, a Proposta de Emenda à Constituição 32/20 é a atual deformidade que está em curso e visa destruir os serviços públicos, ela é na verdade um instrumento de pressão e ameaça permanente para precarizar o trabalho. Os “jabutis” da Medida Provisória 1045/2021 e mais um ataque aos trabalhadores. A conjuntura regional contou com a contribuição da Escola de Formação Sindical Chico Mendes na Amazônia, na pessoa do educador Rogério Pantoja, que trouxe uma reflexão sobre os impasses dos grandes projetos que estão postos para a Amazônia e o plano de desmonte e privatização do Governo para a região.

 

A segunda mesa foi composta pelos ramos rural, financeiro e da educação. Alessandra Lunas presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Rondônia- FETAGRO, alertou que a questão dos conflitos territoriais é uma problemática latente em Rondônia e o Governo do Bolsonaro e do Marco Rocha estão emplacando um verdadeiro “libera geral” com “pressão em cima das terras indígenas, pressão em cima do posseiros, pressão em cima do arrendatários e dos pequenos agricultores" o avanço do agronegócio segundo a dirigente, prejudica e dificulta o cultivo da “comida de verdade, o alimento”.   Na sequência, o presidente da FETEC/CUT, Cleiton dos Santos explanou sobre a forma que o Governo Bolsonaro está impondo a privatização dos bancos públicos, “fatiando... através da carteira de seguridade e venda de papéis para pequenos investidores", a agenda de destruição, que está posta, também cria ações que visam o enfraquecimento do ramo financeiro, como a Medida Provisória 1052/2021, que ataca o Banco da Amazônia. a Terceira fala conjuntural foi do ramo da educação com a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia, Leonilda Simão, que trouxe para a plenária a reflexão histórica sobre a jornada de lutas da educação, e denunciou a “total falta de preparo e extremismo” do Governo de Bolsonaro e Marcos Rocha. No que se refere à volta precipitada das aulas presenciais a dirigente esclareceu sobre a batalha que tem sido protagonizada pelo SINTERO em defesa da vida dos Trabalhadores e Trabalhadoras em educação, bem como dos discentes e sociedade. Uma vez que as escolas não possuem estrutura, nem recursos humanos necessários para isso e principalmente que a vacinação ainda não atingiu um nível considerado seguro, segundo os parâmetros científicos, a mesa encerrou-se com as intervenções dos delegados e delegadas da Plenária.

 

No período da tarde, o plenário foi dividido em grupos de trabalhado para realização do estudo e análise dos cadernos de texto da  17° Plenária da Central Única dos Trabalhadores - Rondônia. Após a aprovação do caderno com emendas, ocorreu a recomposição da direção da CUT/Ro e votação para a forma de escolha de delegados e delegadas para a 16ª Plenária Nacional que ocorrerá de 21 à 24 de outubro. Confira a direção:




Presidente: Elzilene do Nascimento

Vice Presidente: Nailor Gato

Secretário Geral: Raimundo Nonato

Secretário de Adm Finanças: Magno Barbosa

Secretária de Formação: Maria Lucimar

Secretário de Organização e Política Sindical: Luzanira Morais

Secretária sobre a Mulher Trabalhadora: Débora  SFALCINI 

Secretário de Relações de Trabalho: Paulo Tico

Secretário de Política Sociais: José Cicero

Secretária de Juventude: Adilina Ferreira

Secretária de  Combate ao Racismo: Rosileia da Silva

Secretária de Saúde do Trabalhador: Ana Cristina Souza

Secretária do Meio Ambiente: Sonia de Fatima

Secretário de Assuntos Jurídicos: Wanderson Modesto

Secretário de Cultura: Marino Gomes

Secretário de Comunicação: João Anselmo

Secretária Executivo(a): Ivone Colombo

 

 

O encerramento da plenária foi com um vídeo da retrospectiva do  último período, em que a CUT participou nas redes e nas ruas das várias mobilizações contra o Governo Bolsonaro (1M;19J;24J;18A). A agitação e propaganda foi outra ferramenta utilizada pela Central para denunciar o desgoverno: outdoors, panfletos, adesivos e faixaço foram espalhados por toda a Rondônia.

 

Durante a pandemia, a CUT lutou em defesa da vida, do emprego e por vacinas para todas e todos. Diante da omissão do Estado, a Central também visou fortalecer ações de solidariedade, forjando uma corrente do bem, como forma de contribuir com o combate à fome e à miséria na Amazônia.

 

“UNIDOS E ORGANIZADOS SOMOS MAIS FORTES”